Restaurantes

Parte da venda de hoje chega semana que vem, menos uma taxa que ninguém conferiu.

Um trabalhador digital da Pantera concilia cada unidade todos os dias — a maquininha, o dinheiro em espécie, os repasses do delivery e o que o ERP registrou — e escala apenas as diferenças reais.

Escrito para CFOs, controllers e gerentes administrativos de grupos de restaurantes com várias unidades no Brasil.

Por que isso quebra

Um restaurante não tem um caixa. Tem quatro canais.

Salão, balcão, aplicativos de delivery e contas corporativas terminam como uma linha só na contabilidade, mas cada um chega em um momento, por um intermediário diferente, com um desconto diferente já retirado.

O delivery paga líquido, e dias depois

A plataforma retém a comissão, junta vários dias de pedidos em um repasse só e envia quando o ciclo dela fecha. Destrinchar esse depósito único de volta nos pedidos que ele cobre é um trabalho que ninguém tem tempo de fazer toda semana.

Os fornecedores faturam mais rápido do que dá para conferir

Perecíveis chegam várias vezes por semana em cada unidade, a preços que mudam. Quando alguém percebe a cobrança a maior, o produto já foi servido e a nota já foi paga.

O dinheiro em espécie ainda precisa ser comprovado

O que a unidade fechou, o que ela depositou e o que o banco creditou são três números diferentes, e só batem se alguém conferir na mesma semana.

Quando aparece, o mês já fechou

Uma diferença encontrada três semanas depois não é mais problema operacional. Vira ajuste contábil, e ninguém lembra o que aconteceu naquele turno.

O que ela executa

Quatro processos, rodando em todas as unidades ao mesmo tempo

O trabalho não fica mais difícil quando você abre unidades. Fica mais longo, e cai sempre nas mesmas duas pessoas. É essa parte que o trabalhador digital assume.

Conciliação diária, unidade por unidade

O trabalhador digital busca os movimentos de cada conta, cruza contra o que o ERP registrou para aquela unidade e deixa uma lista curta de diferenças reais com a evidência anexada — na manhã seguinte, não no mês seguinte.

Repasses do delivery contra os pedidos que os originaram

O relatório de repasse de cada plataforma é lido como se fosse um extrato bancário: o valor é decomposto nos pedidos, na comissão e nos ajustes que ele contém, e o que não bate é escalado com a evidência anexada.

Notas de fornecedores, no ritmo da cozinha

Cada nota é conferida contra o pedido antes do lançamento: valores, itens, dados fiscais, duplicidades. Um preço que mudou ou uma quantidade que não bate com o romaneio chega a uma pessoa; o resto, não.

Conferência dos documentos fiscais

Os documentos dos fornecedores são validados antes de entrar na contabilidade, segundo as regras fiscais do país em que a unidade opera, para que um documento com problema não apareça só no fechamento.

Cada unidade continua visível sozinha

As diferenças são reportadas por unidade, não como um número consolidado, para que uma cozinha que está saindo da linha apareça como ela mesma em vez de sumir no total do grupo.

Nos seus próprios sistemas

Nada migra e nada é substituído

O trabalhador digital opera dentro do ERP que o seu grupo já usa, do jeito que a sua equipe já trabalha. Nada de migração, troca de sistema ou licença nova.

Suas regras, não as nossas

Os critérios de cruzamento são os que o seu controller já aplica na mão. Você mostra uma vez e o trabalhador digital executa daí em diante, igual todo dia.

Tudo o que ela faz é evidência

Cada ação, cada regra aplicada e cada aprovação ficam registradas com a trilha de auditoria, para que uma diferença possa ser explicada meses depois sem reconstruir nada de memória.

Próximo passo

Traga uma unidade e mostramos o processo rodando

Trinta minutos, em um ERP parecido com o seu. Escolha a unidade que mais demora para conciliar e mostramos como ela fica quando um trabalhador digital assume.